segunda-feira, 9 de setembro de 2013

O passageiro

Esse conto foi traduzido por mim e é uma obra de Michael Whitehouse. No conto há bastante erros de inglês, então eu fiz algumas adaptações pois se não ninguém iria entender nada. O conto em si é muito extenso, por isso vou dividi-lo em algumas partes. Espero que gostem. Vamos lá!








No final de um dia duro de trabalho Ruby só quer chegar em casa, enquanto ela toma seu assento no último ônibus da noite, o mesmo acontece com o passageiro, observando, esperando, se acomodando.. Será que o Ruby chegará em casa mesmo?


Alguns meses atrás, um amigo meu me alertou sobre um incidente desconhecido que aconteceu em um ônibus no centro da cidade. Sendo ele um motorista de ônibus, dizia a mim que já havia escutado e vivenciado muitas bizarrices ao longo de suas viagens - assaltos, janelas quebradas, o casal ocasional tentando fazer sexo embriagados - alguns motoristas ainda falam de passageiros fantasmagóricos que pagariam sua tarifa, sentavam-se em um assento no fundo do ônibus, e em seguida, desapareceriam sem deixar vestígios. 

Essa última história era a que meu amigo gostava de ouvir, mas nunca levou a sério, considerando-a apenas lendas compartilhadas entre colegas de trabalho, aliviando o tédio e o depósito vazio à noite. Isso era o que ele pensava, até que um motorista companheiro contou a ele sobre Ruby.

Ruby era uma mulher agradável, mesmo que ela tivesse razão para não ser. Em seus 40 anos, a vida era muito mais difícil do que deveria ser, a cada dia uma luta. Castigada pela pobreza desde criança, ela foi obrigada a passar a maior parte do seu tempo em dois trabalhos, ambos que não a pagavam bem, e não era nenhum pouco agradável, mas sua atual situação financeira a fez aceita-los. 

Durante o dia ela trabalhava em um supermercado, limpando prateleiras de estocagem e mantimentos. À noite, ela iria para seu segundo emprego, como faxineira em uma fábrica de produção de todas as coisas.

No final de cada dia cansativo, Ruby voltava para casa à noite, através de uma longa e monótona viagem de ônibus, e quando chegava em casa só tinha tempo o suficiente para beijar sua filha Angela de 13 anos, sussurrando 'tenha bons sonhos' para a mesma dormir. Momento privado de curto afeto que ela tem com a filha.

O pai de Angela tinha a abandonado quando ela tinha apenas dois anos de idade, e com nenhuma outro familiar para ajuda-lá - pelo menos nenhum que pudesse ser invocado - Ruby começou a  trabalhar mais e mais a cada dia, com o objetivo de poder dar roupas e alimentar sua filha enquanto pagava por uma série de contas médicas incapacitantes trazidas pela asma grave da criança. Ela, claro, não tinha rancor do pai de Angela, a condição de sua filha tinha melhorado consideravelmente e isso significava mais para ela do que qualquer coisa.

Uma noite Ruby foi convocada pelo seu chefe que lhe ofereceu algumas horas extras na fábrica. Mesmo cansada Ruby não desistia, ela aceitou a oferta com gratidão. Quanto mais horas significa menos dívida e simplesmente não podia se dar ao luxo de recusar a oportunidade.


Às 23:37 após o final de seu turno, ela estava no ponto de ônibus, iluminado por uma lâmpada de rua sobrecarregada na escuridão, esperando com as pálpebras pesadas para o último ônibus da noite chegar. Felizmente, a espera não foi longa e logo o ônibus avançou até o ponto, diminuindo em seguida, parando, e abrindo as suas portas hidráulicas.


O motorista, um homem careca e irritado que parecia tão cansado quanto ela, resmungou para Ruby para pagar sua passagem, o que ela fez depois de vasculhar a bolsa através de alguns trocados, para grande irritação do motorista.


Em um trajeto totalmente violento, ela vagou pelo corredor, tomando um assento ao lado de uma janela na parte de trás. Como o motorista estava talvez um pouco aborrecido, dirigia rápido e com raiva. O ônibus balançava tanto que Ruby mal conseguia parar em seu assento.



O motor roncou, as vibrações subindo a estrutura do ônibus, sacudindo as janelas um pouco e fazendo com que a cadeira em que Ruby estava tremer. O veículo já tinha tido dias melhores, e estava chegando claramente ao fim de suas viagens, a sujeira nas janelas, e no chão uma congelada lembrança das incontáveis pessoas que se sentaram em cada um dos lugares, cansados ​​e pensando apensar em chegar casa - ela perguntou a si mesma quanto tempo que tinha sido limpo pela última vez.

Cada vez que o ônibus virava era possível se ver as luzes fluorescentes que iluminavam aquela noite tão fria e escura. A noite estava tão fria quanto o normal, Ruby não se importou nenhum pouco, percebeu que o sono cada vez ia a dominando mais um pouco.



Mas para o motorista, o ônibus estava vazio - o melhor que poderia dizer como o banco superior permaneceu obscurecido. Como é bastante comum de passageiros cansados​​, deitou sua cabeça contra a janela de para o lado dela e pensou consigo mesma que seria bom para apenas descansar os olhos por um momento. Quando o ônibus virou outra esquina, a agitação aumentou. Os movimentos abalaram Ruby que dormia suavemente.

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