Em 1983, um grupo de cientistas profundamente religiosos conduziu um experimento radical num local desconhecido. Os cientistas haviam teorizado que um ser humano sem acesso a qualquer sentido ou forma de receber estímulos seria capaz de perceber a presença de Deus. Eles acreditavam que os cinco sentidos obscureciam nossa percepção da eternidade, e sem eles um humano poderia de fato estabelecer contato com Deus através dos pensamentos. Um homem idoso, que havia declarado não ter “nada mais pelo que viver”, foi o único voluntário para o teste. Para privá-lo de todos os sentidos, os cientistas realizaram uma complexa operação, na qual todas as conexões dos nervos sensoriais com o cérebro foram cirurgicamente interrompidas. Apesar do voluntário ainda possuir pleno controle muscular, não possuía mais visão, audição, paladar, olfato ou tato. Sem qualquer maneira de se comunicar com ou até mesmo notar o mundo ao seu redor, ele estava sozinho com seus pensamentos
Os cientistas o monitoraram enquanto ele falava em voz alta sobre seu estado mental em sentenças confusas que ele nem mesmo podia ouvir. Após quatro dias, o homem declarou estar ouvindo vozes abafadas e ininteligíveis em sua cabeça. Assumindo que aquilo era o princípio de uma psicose, os cientistas deram pouca atenção às reclamações do homem. Dois dias depois, o homem gritou que conseguia ouvir sua esposa falecida conversando consigo, e não parava por ai: ele conseguia se comunicar de volta. Os cientistas ficaram intrigados, mas não estavam totalmente convencidos, até que a cobaia começou a dizer os nomes dos parentes mortos deles. O homem continuou a dizer informações pessoais dos cientistas que só os companheiros e parentes falecidos deles poderiam saber. Nesse ponto, uma considerável parte dos cientistas abandonou o estudo.
Após uma semana conversando com os mortos através dos seus pensamentos, o voluntário ficou angustiado, dizendo que as vozes estavam opressivas. A todo momento em que estava desperto, sua consciência era bombardeada por centenas de vozes, que se negavam a deixá-lo sozinho. Ele frequentemente se jogava contra a parede, tentando induzir alguma resposta através da dor. Ele suplicou aos cientistas por sedativos para que pudesse escapar das vozes dormindo. Essa tática funcionou por três dias, até que ele começou a ter terríveis pesadelos. A cobaia disse repetidas vezes que podia ver e ouvir os mortos em seus sonhos.
Apenas um dia depois, o voluntário começou a berrar e arranhar seus olhos inúteis, tentando sentir alguma coisa no mundo físico. A cobaia histérica passou a dizer que as vozes estavam ensurdecedoras e hostis, falando sobre o inferno e o fim do mundo. Em certo ponto, ele gritou “nenhum paraíso, nenhum perdão” por cinco horas ininterruptamente. Ele continuamente pedia para ser morto, mas os cientistas estavam convencidos de que ele estava próximo de estabelecer contato com Deus.
Após outro dia, o voluntário não conseguia mais formar sentenças coerentes. Aparentemente louco, ele começou a arrancar nacos de carne de seu braço a mordidas. Os cientistas rapidamente correram para dentro da câmara de teste e o prenderam numa mesa, para que assim ele não pudesse se matar. Após algumas horas preso, o homem parou de lutar e gritar. Ele encarava o teto cegamente, enquanto lágrimas corriam silenciosas por sua face. Por duas semanas, a cobaia precisou ser manualmente reidratada devido ao choro constante. Eventualmente, ele virou o rosto e, apesar de sua cegueira, o homem fez contato visual focado pela primeira vez no estudo. Ele sussurrou “eu falei com Deus, e Ele nos abandonou” e seus sinais vitais cessaram. Não havia nenhuma causa de morte aparente.
Keep Creeping!
sexta-feira, 13 de dezembro de 2013
Escute o relógio.
Não, eu não morri. Fiquei sem internet por uns 2/3 meses e não foi possível postar pelo celular. Mas cá estou eu aqui de volta, vou continuar postando as creepys. E se alguém estiver interessado em moderação do blog e ou parceria me mandem um email (viki.gomes@hotmail.com). Vamos então direto ao ponto!
Se quiser perder todo o rastro da realidade e destruir sua sanidade por completo, simplesmente deve escutar o relógio.
Contudo, permita-me dizer, isto não será fácil. Não é algo com o que você deva brincar. É somente uma forma simples de perder cada rastro de sua mente, lá dentro dos confins... Do seu lugar. Para conseguir, tem que seguir algumas regras...
A primeira deve ser, você estar em um quarto sem janela nenhuma. Pode ser um quarto qualquer, só não deve ter janelas.
A segunda é que, pode começar a qualquer hora do dia, inclusive se decidir começar à noite. Este processo durará 24 horas para ser completo.
Terceira, cancele qualquer compromisso que tenha no dia e desligue o telefone. Você não pode ter nenhuma distração.
Quatro, esteja seguro que seja um dia tranquilo, sem ventos ou trovões.
Por último, para terminar isso, deve colocar no quarto escolhido, um relógio. Esse relógio deve ter um distinto “tic-tac” em cada segundo que vá passando e, como única iluminação do lugar, uma vela.
Uma vez que tenha tudo o que é requisitado, quero que faça uma pergunta a si mesmo , e responda com toda a sinceridade: “Quero realmente fazer isso?” Se a resposta for afirmativa, então espero que Deus, Lucifer o qualquer que seja sua crença, tenham piedade de sua alma, porque eu, só estou aqui para lhe preparar.
Muito bem, agora vamos às informações e esclarecimentos. Em meados dos anos 1800, membros radicais das fés cristãs, muçulmanas e islâmicas, usaram isso como uma forma de “conectar-se” com o Deus de cada cultura. Entretanto, isso foi algo desconhecido, devido à sua natureza extrema e por ser um método tão incomum para se conectar ao sobrenatural.
Durante este processo, aquelas pessoas faziam uma oração constante, mas paravam devido aos eventos que se passariam depois. O relógio representava a vida na terra, quão curta pode ser, e a vela representa Deus como a entidade guia que o ser humano pode ter ao longo da vida. Infelizmente, é muito comum que as pessoas que se aventuram neste processo acabem perdendo a sanidade e, ao longo do dia, devido a isso, chegam a perder a vida.
As primeiras 3 horas são as mais leves, principalmente porque nada chega a acontecer realmente. Utilizem este período para se preparar psicologicamente. Essas serão as únicas horas em que podem escolher entre continuar ou abandonar o processo.
Na quarta hora, não poderão escapar sob possibilidade nenhuma. A porta se trancará por si mesma e não há forma de movê-la.
5ª hora: Começará a suar abundantemente e a sentir ansiedade. Poderá ver vultos atrás de você, mas em todas as ocasiões, apenas o nada te acompanhará.
6ª hora: Escutará ruídos. Não serão ruídos da casa ou do lado de fora, mas bastidas e ruídos secos, em intervalos de dez minutos, sendo um mais forte que o anterior.
7ª hora: Desmaiará. Sonhará. Mas, acredite em mim, esta será a única hora agradável durante o processo, já que reviverá os melhores momentos de sua vida. Cada vitória, lembrança boa e cada grande amigo que você teve, aparecerá para você. Este será o melhor sonho que terá em vida, e, se tiver sorte, talvez poderá ver algumas coisas que acontecerão no futuro.
8ª hora: Você acordará no início desta hora. Ao fazê-lo, terá uma sensação de comodidade enorme, talvez similar aos efeitos de fumar maconha. Para alguns, isso também pode ser considerada outra hora agradável do processo, mas, a partir da hora seguinte, se desencadeará o sofrimento.
9ª hora: Para que entenda da maneira mais fácil, nesse momento é como se você trocasse de uma droga para outra. A calma será substituída por uma carga de adrenalina e energia, similar aos efeitos de qualquer droga estimulante (por exemplo, cocaína). Advertência: antes de tudo, você deve manter o controle. É imprescindível que seu controle seja mantido nesse estado, pois não há forma de saber nem dizer o que você fará.
10ª: Com sorte, apenas terá feridas mínimas no corpo, da hora anterior. Agora começará a voltar à normalidade e as emoções se fusionarão. Nesta hora, começará a escutar gritos que parecem vir do outro lado da porta. Tais gritos variam, sendo tanto de uma menininha, como de um homem adulto, entre outros. Eles ocorrem a cada 6 minutos desta hora, que parece uma eternidade.
11ª: Adeus luz de vela. A vela se apagará. Estará na escuridão durante o resto do processo. Geralmente é nesta hora que você pensa que tomou uma decisão terrível.
12ª: Curiosamente, a vela se acenderá sozinha. Não se preocupe, esta será outra hora de silêncio. Aproveite para se preparar psicologicamente para o que virá.
13ª: É provável que o ocorrido na hora 7 volte a acontecer, mas ao contrário. Não espere momentos agradáveis. Neste sonho, reviverá cada momento doloroso, sofrimento e coisas ruins. Inclusive, poderá ver o sofrimento futuro, e, com segurança afirmo, que será o pior sonho que você teve e terá em toda sua vida.
14ª: Acordará para outra hora de silêncio, que só será rompido pelo soluço de seu choro pelo que viu no sonho. Não importa o quão forte você crê que seja, terá a alma cortada em pedações pelo sonho.
15ª hora: Esta parte poderá lhe matar. Aqui, começará a falar com alguém, que apesar de ser invisível, estará ali com você, lhe fazendo companhia. Não tem nome, mas é um tipo de guardião, a quem você poderá chamar de “Protetor”, “Guardião” ou a forma que quiser. Falando assim pode parecer uma coisa boa, porém a primeira coisa que este ser lhe dirá será “Pergunte-me qualquer coisa e te responderei.” Você pode perguntar qualquer coisa de sua vida. O ser lhe responderá com detalhes extremamente precisos, e lhe dará as razões de todos os seus questionamentos, sem se importar que isso implique tragédia, dano, morte (sua ou de outras pessoas), erro ou o que seja. Ao final, se despedirá e irá embora. Aqui você poderá saber, por exemplo, que foi o motivo da morte de uma pessoa que ama. Que destruiu a vida de alguém que talvez você nem conheça. Toda a ideia que você tinha de si mesmo, será derrubada.
16ª hora: Conversará com seus pais, mas eles não estarão presentes fisicamente. Agora é o seu turno de responder perguntas. Lhe perguntarão coisas que fez durante a vida e, se não responder alguma de suas perguntas, será pressionado com dor, até que não aguente mais e responda. No final, se despedirão e irão embora. Por mais difícil que seja, precisa se concentrar e não acreditar que uma hora inteira de tortura física e psicológica estão sendo inflingidas por seus pais. É tudo parte do processo.
17ª hora: Falará com o homem mais importante de sua vida. Pode ser seu melhor amigo, seu pai, o leiteiro, enfim. Lhe perguntará como e por que se conheceram, e como se deu o vínculo de vocês. Tenha em conta que ele não buscará uma conversação agradável. Se você esquecer de um detalhe, uma mínima vírgula de toda sua relação com esta pessoa, será pressionado novamente por meio de dor, até ir embora. A partir daqui a tortura física fica mais intensa e você pode até sentir o desmembramento de si mesmo. Você sentirá toda a dor de um membro sendo cortado, arrancado ou golpeado. Verá seu sangue. Quanto mais desesperado, mais dor lhe é inflingida. Precisa ser muito forte para continuar respondendo as perguntas, ou viverá 60 minutos de uma intensa e insana tortura.
18ª hora: O mesmo que a anterior, mas com a mulher mais importante de sua vida.
19ª hora: Falará com uma pessoa inesperada: você mesmo. Mas no futuro. Acredite, embora você já tenha sentido dor o suficiente, está será a pior conversa que jamais haverá tido. Te dirá coisas que quer e que não quer escutar sobre ti mesmo, e perguntará coisas que não poderá responder. Logo começará a entrar em colapso com você mesmo, gritando com fúria e, provavelmente, o auto-conhecimento seja o único que lhe salve neste momento. Você nunca sabe o que acabará por se tornar no futuro. E se o seu sonho brilhante de se formar e comprar um apartamento, seja interrompido por algum acidente? Cadeira de Rodas? Drogas? Coma? Presídio? Sim, você saberá de tudo. E, provavelmente, não gostará disso.
20ª hora: Após os dolorosos eventos das últimas horas, você começará a se mutilar. Alguns, devo advertir, cometem suicídio neste momento. Não é algo proposital, mas durante 60 minutos você não conseguirá parar de se machucar. Fogo, lâminas, alicates, lixas... Tudo o que você pode imaginar, surgirá na sua frente. É como se você estivesse preso dentro de seu corpo, mas outra pessoa esteja controlando. Você sente a dor, o desespero e tenta lutar. Mas nada adianta.
21ª hora: Se sobreviveu à hora anterior, a música lhe espera. Sim, leu bem, a música. Será música orquestral, algo similar a um coro que canta Cânticos Gregorianos, similar à música de igreja, porém muito mais bonito. No final desta hora, não me pergunte como nem por que, suas feridas saram.
22ª hora: A música acabará. Outra hora de silêncio. Nesta ocasião, você terá tempo para pensar. A luz da vela mudará constantemente a todas as cores do espectro visual.
23ª hora: Você cantará algo similar ao coro anterior, mas não entenderá o que canta. Sua voz será o único que escutará.
Enfim, a 24ª hora. A mais interessante. Uns dizem conversar com Deus, outros com o Demônio, não se sabe o que acontecerá com você. Seu corpo será pressionado ao chão por uma força desconhecida e alguém (ou algo) lhe fará perguntas de dez em dez minutos.
“Você é feliz?” ou “Você gostaria de mudar?” são exemplos de perguntas. Deve responder de forma rápida e concisa. O interrogante soará como um homem, mas sua voz é de um animal. Aterradora, mas de alguma forma agradável. Logo que a hora termina, poderá se colocar em pé e a porta se destrancará. Se tiver sorte, sairá vivo. Se tiver muita sorte, sairá são.
Agora, é você que decide o que fazer com essa informação. Se quiser fazer isso, não será impedido, mas fica um conselho e advertência: há coisas muito além dos terrenos da compreensão humana e, muitas vezes, não há forma de explicar o sobrenatural. Mas, seja o que for, você jamais será o mesmo. É como se prender em uma câmara para sofrer todo tipo de tortura física e psicológica. Você decide.
Se quiser perder todo e qualquer rastro de realidade e destruir sua sanidade mental, apenas escute o relógio.
Tic-tac...
SUPER PS: Essa é uma das creepys mais fodas que eu já li. Espero que tenham gostado!
domingo, 15 de setembro de 2013
Canção de ninar
Desde pequeno lembro-me de ter ganhado uma caixa de som de minha tia. Tocava algumas canções de ninar, quais me faziam dormir igual um bebê. Porém desde que a ganhei lembro de ter alguns pesadelos estranhos. Neles os amigos do meu pai entravam por volta da meia-noite em nossa antiga casa, com roupas estranhas e cheias de cruzes. Eles iam para o porão e mamãe ficava amarrada em uma cadeira, gritando, e a canção de ninar tocava ao fundo com uma voz destorcida. Teve uma vez que o sonho ficou mais realista sabe? Lembro-me que durante o sonho eu decidi espiar através do buraco da fechadura, sabe como é, a curiosidade humana sempre domina o nosso corpo. Então eu vi minha mãe com os olhos virados, e eles escorriam sangue. Ela gritava com uma voz demoníaca as seguintes frases:
- Vocês são podres, o corpo desta imunda é meu, o seu Deus nunca irá me tirar dela. E aquela criança, aquela que foi gerada por esta imunda de sangue suj..
Mamãe foi interrompida.
Após ver isso em meu pesadelo eu lembro que mamãe conseguiu se soltar das cordas e arrancou os olhos de um daqueles homens que usavam roupas de cruz. Eu não sei se isso é verdade ou foi fruto de minha mente. Mas eu só sei de algo, isto é passado. Hoje estou voltando para minha casa, após dez anos de tratamento nesta maldita clinica psiquiatra. Eu antigamente poderia jurar a Deus que meus sonhos eram realidade, mas hoje eu sei que era apenas fruto de uma mente criativa.
Ah, cheguei em casa. Como era bom estar de volta e poder abraçar meus pais. Que saudade estava da minha mãe! Papai estava meio apreensivo mas acho que deve ser apenas desconfiança de minha cabeça. Hoje iria completar dez anos e um mês que eu não via minha mãe. Estava com muita saudade então passei o dia todo conversando com ela.
Chegou a hora de dormir, então deitei em minha cama e vi que minha caixa de som ainda estava em meu quarto, resolvi tentar faze-lá funcionar novamente. Dei corda e a canção começou a tocar. Após ouvir aquilo as lembranças de meus pesadelos voltaram. A voz que saia da caixa não era a doce voz de uma criança, era a voz de algo que eu tenho certeza que não era humano. Joguei a caixa no chão e senti a sensação de estar sendo observado. Olhei para frente e vi uma sombra. Me assustei um pouco, confesso, mas acho que deveria ser algo de minha mente. Tomei meu remédio e cai em sono profundo. Então eu sonhei tudo aquilo que tinha ocorrido há anos atrás, porém com mais detalhes; o sangue na parede; minha mãe bebendo o sangue daquele homem; todos os gritos; o corpo enterrado no quintal. Minha internação tinha sido uma farsa para cobrir tudo que aquela mulher tinha feito. Então eu acordei desesperado, fui para o quarto dos meus pais, abri a porta devagarzinho e sem pressa. Então eu vi minha mãe com os olhos virados, a cama tremia toda meu Deus! Meu pai com o pescoço cortado e ela bebendo o sangue. O sangue de meu pai. Eu corri para as escadas então ela me fez tropeçar. Eu quebrei uma perna, não tenho como fugir. Duas horas se passaram, eu estou com um pequeno corte no pescoço, ela está sugando meu sangue e cantando essa maldita canção.
- Dorme filinho do meu coração, deita no meu colinho e ouça a canção, faço um carinho para seu sono chegar, dorme filinho do meu coração.
Agora eu estou aqui, preso para sempre na escuridão, com esse demônio todas as noites me ninando junto com as outras crianças que ele levou ao passar dos anos. Agora eu estou sozinho no escuro, por favor, caso você ouça aquela pequena caixinha de música que ele canta todas as vezes, aquela canção de ninar, corra. Corra pro mais longe possível. Porque ele estará perto, e você estará aqui.
- Vocês são podres, o corpo desta imunda é meu, o seu Deus nunca irá me tirar dela. E aquela criança, aquela que foi gerada por esta imunda de sangue suj..
Mamãe foi interrompida.
Após ver isso em meu pesadelo eu lembro que mamãe conseguiu se soltar das cordas e arrancou os olhos de um daqueles homens que usavam roupas de cruz. Eu não sei se isso é verdade ou foi fruto de minha mente. Mas eu só sei de algo, isto é passado. Hoje estou voltando para minha casa, após dez anos de tratamento nesta maldita clinica psiquiatra. Eu antigamente poderia jurar a Deus que meus sonhos eram realidade, mas hoje eu sei que era apenas fruto de uma mente criativa.
Ah, cheguei em casa. Como era bom estar de volta e poder abraçar meus pais. Que saudade estava da minha mãe! Papai estava meio apreensivo mas acho que deve ser apenas desconfiança de minha cabeça. Hoje iria completar dez anos e um mês que eu não via minha mãe. Estava com muita saudade então passei o dia todo conversando com ela.
Chegou a hora de dormir, então deitei em minha cama e vi que minha caixa de som ainda estava em meu quarto, resolvi tentar faze-lá funcionar novamente. Dei corda e a canção começou a tocar. Após ouvir aquilo as lembranças de meus pesadelos voltaram. A voz que saia da caixa não era a doce voz de uma criança, era a voz de algo que eu tenho certeza que não era humano. Joguei a caixa no chão e senti a sensação de estar sendo observado. Olhei para frente e vi uma sombra. Me assustei um pouco, confesso, mas acho que deveria ser algo de minha mente. Tomei meu remédio e cai em sono profundo. Então eu sonhei tudo aquilo que tinha ocorrido há anos atrás, porém com mais detalhes; o sangue na parede; minha mãe bebendo o sangue daquele homem; todos os gritos; o corpo enterrado no quintal. Minha internação tinha sido uma farsa para cobrir tudo que aquela mulher tinha feito. Então eu acordei desesperado, fui para o quarto dos meus pais, abri a porta devagarzinho e sem pressa. Então eu vi minha mãe com os olhos virados, a cama tremia toda meu Deus! Meu pai com o pescoço cortado e ela bebendo o sangue. O sangue de meu pai. Eu corri para as escadas então ela me fez tropeçar. Eu quebrei uma perna, não tenho como fugir. Duas horas se passaram, eu estou com um pequeno corte no pescoço, ela está sugando meu sangue e cantando essa maldita canção.
- Dorme filinho do meu coração, deita no meu colinho e ouça a canção, faço um carinho para seu sono chegar, dorme filinho do meu coração.
Agora eu estou aqui, preso para sempre na escuridão, com esse demônio todas as noites me ninando junto com as outras crianças que ele levou ao passar dos anos. Agora eu estou sozinho no escuro, por favor, caso você ouça aquela pequena caixinha de música que ele canta todas as vezes, aquela canção de ninar, corra. Corra pro mais longe possível. Porque ele estará perto, e você estará aqui.
quarta-feira, 11 de setembro de 2013
O último exorcismo
Exorcizamus te, omnis immundus spiritus…
Chovia forte, uma tempestade que já durava mais de seis dias. Dentro de sua casa, o Sr. Augusto Bertram aguardava o esperado William Andes, atrasado a mais de uma hora e meia.
- Com essa chuva é normal o atraso, meu amo. Comentou Julius, o mordomo do grande casarão.
- Não posso esperar muito Julius, muito menos Maria, ela corre risco de vida! Falou o patrão se levantando da poltrona onde antes estava sentado.
- Fique calmo, há seis ótimas ajudantes lá em cima, tudo vai dar certo.
- Eu tenho medo que algo lhe aconteça, já fazem dois dias que não me deixam a vê-la, por que isso? Por que? Se perguntava Augusto enquanto levava as mãos a cabeça.
- Se sua irmã disse para você ficar fora disso, é melhor ficar, aguarde, logo Maria estará bem.
Um trovão ecoou no céu. No segundo andar da casa dos Bertram, Maria da Conceição gritou de dor.
- Aaaaaaaaaah, me matem! Eu não aguento mais! Me matem! Foi o que berrou a mulher assustando todos que estavam na casa.
No andar debaixo, Augusto chorou, nunca imaginou que iria passar por uma situação daquelas. O infeliz homem achou que tudo correria normalmente, mas a mulher reagiu de uma maneira estranha, foi preciso deixá-la de cama e com o passar dos dias, as coisas foram só piorando.
Quase duas horas depois, patrão e mordomo ouviram as fortes batidas na porta. Julius correu atender, quando voltou disse à Augusto:
- O senhor William chegou.
Augusto ficou de pé e encarou dois homens. Um deles ele conhecia muito bem, era Fernando Matos, mais conhecido como Dr. Matos, o médico da cidade. E o outro, um velho baixinho, que usava uma enorme capa de chuva, só podia ser William.
- Perdoe a minha vinda inesperada, Sr. Augusto, mas o Reverendo William passou em minha casa, disse que minha presença aqui seria necessária. Se explicou Matos.
Antes que Augusto pudesse dizer algo, William abriu a boca.
- Tudo ficará bem… Matos veio apenas para ajudar. Sou o Reverendo William Andes, é um prazer. Se apresentou o velho com sua voz rouca e grave.
- O prazer é meu senhor, contratei os seus serviços, pois descobri que você é o melhor, já disse, pago o quanto for preciso, mas quero que tudo volte ao normal! Afirmou Augusto, que era um poderoso fazendeiro da cidade de Sta. Ana das Flores.
- Onde está a moça? Perguntou o padre.
- É no andar de cima, segundo quarto, eu levarei o senhor até. Augusto foi interrompido.
- Não precisa, fique aqui filho, descanse, se eu precisar de algo, Matos lhe avisa.
Nos céus, relâmpagos e raios faziam a festa. Um vento forte atingia o antigo casarão. Os funcionários que estavam espalhados pela casa, seguiam cheios de medo, mas não mais que as ajudantes que se encontravam dentro do quarto de Maria.
Padre William subiu as escadas lentamente, junto de seu mais novo comparsa, o médico Matos.
Enquanto subia, o doutor perguntou ao homem de Deus.
- Padre… isso vai ser perigoso?
- Sempre é meu filho, o mal é traiçoeiro, mas tenha fé e tudo ficara bem. Disse o reverendo e depois beijou seu antigo crucifixo de prata que carregava no pescoço.
Os dois homens caminharam até a porta do quarto. William bateu e Rita atendeu, ela era a irmã de Augusto.
- Oh, padre… pode entrar… Ela está dormindo.
Quando os dois entraram, surpreenderam-se com o clima sombrio que imperava ali. O quarto estava com pouca iluminação. Na cama, uma bela mulher com o rosto todo retalhado dormia. Era Maria, a moça estava com os braços e pernas amarrados por lençóis, o colchão já não era mais branco, as cores pareciam uma mistura de vermelho e verde. Pelo cheiro do recinto, indicavam sangue e vômito.
Para completar a macabra cena, haviam quatro mulheres ajoelhadas em volta da cama. Elas rezavam baixo e enquanto faziam isso tremiam, pois mesmo tendo fé, estavam com medo.
- Como fizeram ela dormir? Perguntou o padre.
- Nós conseguimos lhe dar um chá muito forte, e também estamos rezando para que ela descanse um pouco a mais de quatro horas. Temos medo do que ela pode fazer acordada, temos medo que ela machuque o bebê. Explicou Rita, uma mulher corajosa e que acima de tudo amava Maria como se fosse sua irmã.
- Vocês todas podem se retirar agora, vão descansar, devem estar exaustas. Falou William.
As mulheres que estavam no chão se levantaram, juntaram-se as outras e começaram a deixar o quarto. A última antes de sair olhou para Matos e disse:
- Tome cuidado Doutor.
Era Amélia, uma moça linda de vinte e três anos. Ela e Matos já haviam saído algumas vezes. Os dois se divertiram muito juntos, mas devido aos empregos que tomavam muito tempo, não passaram disso.
Matos acenou com a cabeça e depois fechou a porta do quarto de Maria.
William abriu sua mala, colocou suas vestes sagradas, deixou em cima da mesa uma bíblia e uma pequena garrafa com aguá benta.
- Matos, fique sempre atrás de mim, se eu precisar de você lhe aviso.
- Tudo bem senhor.
- E que Deus esteja conosco! Falou William.
O quarto ficou em silêncio, o padre pegou a garrafa de aguá benta e atirou um pouco em direção a cama. Com pequenas gotas da aguá sagrada, fez no ar um sinal da cruz. Isso foi o bastante para que Maria acordasse, ou melhor, para que o demônio que dominava seu corpo acordasse.
- Maldito! Por fez isso? Seu porco filho de uma puta! Berrou o monstro que possuía a inocente mulher.
- Suas palavras não me atingem, Deus está ao meu lado. Disse o padre e atirou aguá benta mais uma vez.
O demônio gemeu de dor novamente. Carregado de raiva começou a se debater na cama. O quarto inteiro pareceu balançar. Matos foi ao chão.
- Derrubei um palhaço! Berrou o demônio enquanto ria da cara do médico.
William pegou a bíblia e procurou pelo ritual de exorcismo, o caso era urgente, havia mais de uma vida em risco, havia um bebê em toda a estória.
Quando o padre começou o ritual, o demônio ficou ainda mais raivoso. Com uma força surpreendente, fez a cama da mulher começar a pular. As velas que iluminavam o quarto se apagaram e a escuridão reinou no recinto.
Matos morria de medo e rezava baixinho, pedindo proteção à Deus.
- Pivete! Não adianta rezar, Deus não vai lhe ajudar, é tarde demais! É o fim, em breve todos serão devorados! Bradava o monstro com força.
A entidade fez novamente as velas se acenderem, quando o quarto foi iluminado novamente, William e Matos viram a mulher arrebentando os lençóis que lhe prendiam.
O padre passou a proferir as palavras do ritual com toda sua força.
Na cama o monstro se contorcia, arrancava seus próprios cabelos e girava seus braços como se a mulher não tivesse nenhuma articulação. Seu corpo agora parecia o de uma boneca de pano.
O monstro tampou os ouvidos quando o ritual se aproximava do fim.
- Matos, você precisa segura-lo… ele tem que escutar!
O médico tomou coragem e caminhou em direção ao demônio. A mulher já estava totalmente acabada, sua pela tinha um tom verde, carregado de feridas e cortes. A barriga que já tinha mais de seis meses, agora era inchada e flácida.
O doutor não tinha ideia de qual era a situação da criança.
Matos tentou segurar o demônio, mas o mesmo lhe mordeu e o jogou no chão novamente. O rapaz não desistiu, pulou em cima do monstro outra vez e fez uso de todas as suas forças.
- Você vai ser um dos primeiros Matos! Um dos primeiros a ser devorados! hahaha
O coração de Matos disparava, suas forças estavam acabando.
Então o demônio lhe grudou, segurou seu corpo com força e o partiu ao meio, jogando um pedaço para cada lado do quarto.
- Olha o resultado seu padre filho da puta, tive que usar um poder desnecessário! Bravejou o monstro.
William que já havia feito tantos exorcismos não acreditou no que seus olhos haviam acabado de contemplar. Uma entidade nunca havia usado tanta força como aquela a sua frente.
O monstro ficou de pé na cama e partiu para cima do desprotegido padre, William era um homem de Deus, mas tinha medo, mesmo assim ele tinha medo.
Augusto ouviu toda a confusão, ele e seus empregados estavam todos reunidos na grande sala.
- Rita, é melhor nós subirmos, vamos junto conosco Julius! Falou o dono da casa.
Subiram e quando abriram a porta do quarto, encararam uma cena que fez Rita desmaiar e Julius quase ficar louco.
O corpo de Maria pendia no chão, estourado. Sua barriga estava destruída. Havia tripas e órgãos para todos os lados. Padre William agonizava caído próximo da porta, com um grande ferimento no pescoço.
- É tarde demais… Ele nasceu… o Anti. As palavras se perderam, a vida foi embora do corpo do velho Reverendo William Andes.
Um grito alto foi emitido dentro do quarto, era um grito de prazer e vitória.
Augusto e seu mordomo olharam na direção do som e lá estava ele.
Um pequeno diabrete, um monstrinho que parecia um pequeno homem com chifres e rabo. Pelos revestiam todo seu corpo e em vez de pés, a criatura tinha patas.
O demônio terminava de comer uma das partes do corpo de matos.
- Eu disse que ele seria um dos primeiros. Falou o Anticristo enquanto mastigava parte do abdômen do jovem médico.
Augusto berrou de pavor e antes que ele e Julius conseguissem abandonar o quarto a porta se fechou.
O pequeno monstro lhes encarou e disse:
- Eu tenho tanta fome!
Os corpos que já estavam caídos nos chão e os restantes das pessoas da grande mansão bastariam para Adrian durante aquela noite.
Adrian, era esse o nome que Maria e Augusto haviam combinado para o filho, que a muitos anos era o grande sonho do casal.
Naquela noite, a recém-nascida criatura começaria seu processo de desenvolvimento. Precisava se alimentar bem, pois logo teria uma importante tarefa… Dominar o mundo.
O demônio-homem havia nascido, aquele era o começo, do fim dos tempos.
Chovia forte, uma tempestade que já durava mais de seis dias. Dentro de sua casa, o Sr. Augusto Bertram aguardava o esperado William Andes, atrasado a mais de uma hora e meia.
- Com essa chuva é normal o atraso, meu amo. Comentou Julius, o mordomo do grande casarão.
- Não posso esperar muito Julius, muito menos Maria, ela corre risco de vida! Falou o patrão se levantando da poltrona onde antes estava sentado.
- Fique calmo, há seis ótimas ajudantes lá em cima, tudo vai dar certo.
- Eu tenho medo que algo lhe aconteça, já fazem dois dias que não me deixam a vê-la, por que isso? Por que? Se perguntava Augusto enquanto levava as mãos a cabeça.
- Se sua irmã disse para você ficar fora disso, é melhor ficar, aguarde, logo Maria estará bem.
Um trovão ecoou no céu. No segundo andar da casa dos Bertram, Maria da Conceição gritou de dor.
- Aaaaaaaaaah, me matem! Eu não aguento mais! Me matem! Foi o que berrou a mulher assustando todos que estavam na casa.
No andar debaixo, Augusto chorou, nunca imaginou que iria passar por uma situação daquelas. O infeliz homem achou que tudo correria normalmente, mas a mulher reagiu de uma maneira estranha, foi preciso deixá-la de cama e com o passar dos dias, as coisas foram só piorando.
Quase duas horas depois, patrão e mordomo ouviram as fortes batidas na porta. Julius correu atender, quando voltou disse à Augusto:
- O senhor William chegou.
Augusto ficou de pé e encarou dois homens. Um deles ele conhecia muito bem, era Fernando Matos, mais conhecido como Dr. Matos, o médico da cidade. E o outro, um velho baixinho, que usava uma enorme capa de chuva, só podia ser William.
- Perdoe a minha vinda inesperada, Sr. Augusto, mas o Reverendo William passou em minha casa, disse que minha presença aqui seria necessária. Se explicou Matos.
Antes que Augusto pudesse dizer algo, William abriu a boca.
- Tudo ficará bem… Matos veio apenas para ajudar. Sou o Reverendo William Andes, é um prazer. Se apresentou o velho com sua voz rouca e grave.
- O prazer é meu senhor, contratei os seus serviços, pois descobri que você é o melhor, já disse, pago o quanto for preciso, mas quero que tudo volte ao normal! Afirmou Augusto, que era um poderoso fazendeiro da cidade de Sta. Ana das Flores.
- Onde está a moça? Perguntou o padre.
- É no andar de cima, segundo quarto, eu levarei o senhor até. Augusto foi interrompido.
- Não precisa, fique aqui filho, descanse, se eu precisar de algo, Matos lhe avisa.
Nos céus, relâmpagos e raios faziam a festa. Um vento forte atingia o antigo casarão. Os funcionários que estavam espalhados pela casa, seguiam cheios de medo, mas não mais que as ajudantes que se encontravam dentro do quarto de Maria.
Padre William subiu as escadas lentamente, junto de seu mais novo comparsa, o médico Matos.
Enquanto subia, o doutor perguntou ao homem de Deus.
- Padre… isso vai ser perigoso?
- Sempre é meu filho, o mal é traiçoeiro, mas tenha fé e tudo ficara bem. Disse o reverendo e depois beijou seu antigo crucifixo de prata que carregava no pescoço.
Os dois homens caminharam até a porta do quarto. William bateu e Rita atendeu, ela era a irmã de Augusto.
- Oh, padre… pode entrar… Ela está dormindo.
Quando os dois entraram, surpreenderam-se com o clima sombrio que imperava ali. O quarto estava com pouca iluminação. Na cama, uma bela mulher com o rosto todo retalhado dormia. Era Maria, a moça estava com os braços e pernas amarrados por lençóis, o colchão já não era mais branco, as cores pareciam uma mistura de vermelho e verde. Pelo cheiro do recinto, indicavam sangue e vômito.
Para completar a macabra cena, haviam quatro mulheres ajoelhadas em volta da cama. Elas rezavam baixo e enquanto faziam isso tremiam, pois mesmo tendo fé, estavam com medo.
- Como fizeram ela dormir? Perguntou o padre.
- Nós conseguimos lhe dar um chá muito forte, e também estamos rezando para que ela descanse um pouco a mais de quatro horas. Temos medo do que ela pode fazer acordada, temos medo que ela machuque o bebê. Explicou Rita, uma mulher corajosa e que acima de tudo amava Maria como se fosse sua irmã.
- Vocês todas podem se retirar agora, vão descansar, devem estar exaustas. Falou William.
As mulheres que estavam no chão se levantaram, juntaram-se as outras e começaram a deixar o quarto. A última antes de sair olhou para Matos e disse:
- Tome cuidado Doutor.
Era Amélia, uma moça linda de vinte e três anos. Ela e Matos já haviam saído algumas vezes. Os dois se divertiram muito juntos, mas devido aos empregos que tomavam muito tempo, não passaram disso.
Matos acenou com a cabeça e depois fechou a porta do quarto de Maria.
William abriu sua mala, colocou suas vestes sagradas, deixou em cima da mesa uma bíblia e uma pequena garrafa com aguá benta.
- Matos, fique sempre atrás de mim, se eu precisar de você lhe aviso.
- Tudo bem senhor.
- E que Deus esteja conosco! Falou William.
O quarto ficou em silêncio, o padre pegou a garrafa de aguá benta e atirou um pouco em direção a cama. Com pequenas gotas da aguá sagrada, fez no ar um sinal da cruz. Isso foi o bastante para que Maria acordasse, ou melhor, para que o demônio que dominava seu corpo acordasse.
- Maldito! Por fez isso? Seu porco filho de uma puta! Berrou o monstro que possuía a inocente mulher.
- Suas palavras não me atingem, Deus está ao meu lado. Disse o padre e atirou aguá benta mais uma vez.
O demônio gemeu de dor novamente. Carregado de raiva começou a se debater na cama. O quarto inteiro pareceu balançar. Matos foi ao chão.
- Derrubei um palhaço! Berrou o demônio enquanto ria da cara do médico.
William pegou a bíblia e procurou pelo ritual de exorcismo, o caso era urgente, havia mais de uma vida em risco, havia um bebê em toda a estória.
Quando o padre começou o ritual, o demônio ficou ainda mais raivoso. Com uma força surpreendente, fez a cama da mulher começar a pular. As velas que iluminavam o quarto se apagaram e a escuridão reinou no recinto.
Matos morria de medo e rezava baixinho, pedindo proteção à Deus.
- Pivete! Não adianta rezar, Deus não vai lhe ajudar, é tarde demais! É o fim, em breve todos serão devorados! Bradava o monstro com força.
A entidade fez novamente as velas se acenderem, quando o quarto foi iluminado novamente, William e Matos viram a mulher arrebentando os lençóis que lhe prendiam.
O padre passou a proferir as palavras do ritual com toda sua força.
Na cama o monstro se contorcia, arrancava seus próprios cabelos e girava seus braços como se a mulher não tivesse nenhuma articulação. Seu corpo agora parecia o de uma boneca de pano.
O monstro tampou os ouvidos quando o ritual se aproximava do fim.
- Matos, você precisa segura-lo… ele tem que escutar!
O médico tomou coragem e caminhou em direção ao demônio. A mulher já estava totalmente acabada, sua pela tinha um tom verde, carregado de feridas e cortes. A barriga que já tinha mais de seis meses, agora era inchada e flácida.
O doutor não tinha ideia de qual era a situação da criança.
Matos tentou segurar o demônio, mas o mesmo lhe mordeu e o jogou no chão novamente. O rapaz não desistiu, pulou em cima do monstro outra vez e fez uso de todas as suas forças.
- Você vai ser um dos primeiros Matos! Um dos primeiros a ser devorados! hahaha
O coração de Matos disparava, suas forças estavam acabando.
Então o demônio lhe grudou, segurou seu corpo com força e o partiu ao meio, jogando um pedaço para cada lado do quarto.
- Olha o resultado seu padre filho da puta, tive que usar um poder desnecessário! Bravejou o monstro.
William que já havia feito tantos exorcismos não acreditou no que seus olhos haviam acabado de contemplar. Uma entidade nunca havia usado tanta força como aquela a sua frente.
O monstro ficou de pé na cama e partiu para cima do desprotegido padre, William era um homem de Deus, mas tinha medo, mesmo assim ele tinha medo.
Augusto ouviu toda a confusão, ele e seus empregados estavam todos reunidos na grande sala.
- Rita, é melhor nós subirmos, vamos junto conosco Julius! Falou o dono da casa.
Subiram e quando abriram a porta do quarto, encararam uma cena que fez Rita desmaiar e Julius quase ficar louco.
O corpo de Maria pendia no chão, estourado. Sua barriga estava destruída. Havia tripas e órgãos para todos os lados. Padre William agonizava caído próximo da porta, com um grande ferimento no pescoço.
- É tarde demais… Ele nasceu… o Anti. As palavras se perderam, a vida foi embora do corpo do velho Reverendo William Andes.
Um grito alto foi emitido dentro do quarto, era um grito de prazer e vitória.
Augusto e seu mordomo olharam na direção do som e lá estava ele.
Um pequeno diabrete, um monstrinho que parecia um pequeno homem com chifres e rabo. Pelos revestiam todo seu corpo e em vez de pés, a criatura tinha patas.
O demônio terminava de comer uma das partes do corpo de matos.
- Eu disse que ele seria um dos primeiros. Falou o Anticristo enquanto mastigava parte do abdômen do jovem médico.
Augusto berrou de pavor e antes que ele e Julius conseguissem abandonar o quarto a porta se fechou.
O pequeno monstro lhes encarou e disse:
- Eu tenho tanta fome!
Os corpos que já estavam caídos nos chão e os restantes das pessoas da grande mansão bastariam para Adrian durante aquela noite.
Adrian, era esse o nome que Maria e Augusto haviam combinado para o filho, que a muitos anos era o grande sonho do casal.
Naquela noite, a recém-nascida criatura começaria seu processo de desenvolvimento. Precisava se alimentar bem, pois logo teria uma importante tarefa… Dominar o mundo.
O demônio-homem havia nascido, aquele era o começo, do fim dos tempos.
Créditos: Solo Proibido.
segunda-feira, 9 de setembro de 2013
O passageiro
Esse conto foi traduzido por mim e é uma obra de Michael Whitehouse. No conto há bastante erros de inglês, então eu fiz algumas adaptações pois se não ninguém iria entender nada. O conto em si é muito extenso, por isso vou dividi-lo em algumas partes. Espero que gostem. Vamos lá!
No final de um dia duro de trabalho Ruby só quer chegar em casa, enquanto ela toma seu assento no último ônibus da noite, o mesmo acontece com o passageiro, observando, esperando, se acomodando.. Será que o Ruby chegará em casa mesmo?
No final de um dia duro de trabalho Ruby só quer chegar em casa, enquanto ela toma seu assento no último ônibus da noite, o mesmo acontece com o passageiro, observando, esperando, se acomodando.. Será que o Ruby chegará em casa mesmo?
Alguns meses atrás, um amigo meu me alertou sobre um incidente desconhecido que aconteceu em um ônibus no centro da cidade. Sendo ele um motorista de ônibus, dizia a mim que já havia escutado e vivenciado muitas bizarrices ao longo de suas viagens - assaltos, janelas quebradas, o casal ocasional tentando fazer sexo embriagados - alguns motoristas ainda falam de passageiros fantasmagóricos que pagariam sua tarifa, sentavam-se em um assento no fundo do ônibus, e em seguida, desapareceriam sem deixar vestígios.
Essa última história era a que meu amigo gostava de ouvir, mas nunca levou a sério, considerando-a apenas lendas compartilhadas entre colegas de trabalho, aliviando o tédio e o depósito vazio à noite. Isso era o que ele pensava, até que um motorista companheiro contou a ele sobre Ruby.
Ruby era uma mulher agradável, mesmo que ela tivesse razão para não ser. Em seus 40 anos, a vida era muito mais difícil do que deveria ser, a cada dia uma luta. Castigada pela pobreza desde criança, ela foi obrigada a passar a maior parte do seu tempo em dois trabalhos, ambos que não a pagavam bem, e não era nenhum pouco agradável, mas sua atual situação financeira a fez aceita-los.
Durante o dia ela trabalhava em um supermercado, limpando prateleiras de estocagem e mantimentos. À noite, ela iria para seu segundo emprego, como faxineira em uma fábrica de produção de todas as coisas.
No final de cada dia cansativo, Ruby voltava para casa à noite, através de uma longa e monótona viagem de ônibus, e quando chegava em casa só tinha tempo o suficiente para beijar sua filha Angela de 13 anos, sussurrando 'tenha bons sonhos' para a mesma dormir. Momento privado de curto afeto que ela tem com a filha.
O pai de Angela tinha a abandonado quando ela tinha apenas dois anos de idade, e com nenhuma outro familiar para ajuda-lá - pelo menos nenhum que pudesse ser invocado - Ruby começou a trabalhar mais e mais a cada dia, com o objetivo de poder dar roupas e alimentar sua filha enquanto pagava por uma série de contas médicas incapacitantes trazidas pela asma grave da criança. Ela, claro, não tinha rancor do pai de Angela, a condição de sua filha tinha melhorado consideravelmente e isso significava mais para ela do que qualquer coisa.
Uma noite Ruby foi convocada pelo seu chefe que lhe ofereceu algumas horas extras na fábrica. Mesmo cansada Ruby não desistia, ela aceitou a oferta com gratidão. Quanto mais horas significa menos dívida e simplesmente não podia se dar ao luxo de recusar a oportunidade.
Às 23:37 após o final de seu turno, ela estava no ponto de ônibus, iluminado por uma lâmpada de rua sobrecarregada na escuridão, esperando com as pálpebras pesadas para o último ônibus da noite chegar. Felizmente, a espera não foi longa e logo o ônibus avançou até o ponto, diminuindo em seguida, parando, e abrindo as suas portas hidráulicas.
O motorista, um homem careca e irritado que parecia tão cansado quanto ela, resmungou para Ruby para pagar sua passagem, o que ela fez depois de vasculhar a bolsa através de alguns trocados, para grande irritação do motorista.
Em um trajeto totalmente violento, ela vagou pelo corredor, tomando um assento ao lado de uma janela na parte de trás. Como o motorista estava talvez um pouco aborrecido, dirigia rápido e com raiva. O ônibus balançava tanto que Ruby mal conseguia parar em seu assento.
O motor roncou, as vibrações subindo a estrutura do ônibus, sacudindo as janelas um pouco e fazendo com que a cadeira em que Ruby estava tremer. O veículo já tinha tido dias melhores, e estava chegando claramente ao fim de suas viagens, a sujeira nas janelas, e no chão uma congelada lembrança das incontáveis pessoas que se sentaram em cada um dos lugares, cansados e pensando apensar em chegar casa - ela perguntou a si mesma quanto tempo que tinha sido limpo pela última vez.
Cada vez que o ônibus virava era possível se ver as luzes fluorescentes que iluminavam aquela noite tão fria e escura. A noite estava tão fria quanto o normal, Ruby não se importou nenhum pouco, percebeu que o sono cada vez ia a dominando mais um pouco.
Mas para o motorista, o ônibus estava vazio - o melhor que poderia dizer como o banco superior permaneceu obscurecido. Como é bastante comum de passageiros cansados, deitou sua cabeça contra a janela de para o lado dela e pensou consigo mesma que seria bom para apenas descansar os olhos por um momento. Quando o ônibus virou outra esquina, a agitação aumentou. Os movimentos abalaram Ruby que dormia suavemente.
Uma noite Ruby foi convocada pelo seu chefe que lhe ofereceu algumas horas extras na fábrica. Mesmo cansada Ruby não desistia, ela aceitou a oferta com gratidão. Quanto mais horas significa menos dívida e simplesmente não podia se dar ao luxo de recusar a oportunidade.
Às 23:37 após o final de seu turno, ela estava no ponto de ônibus, iluminado por uma lâmpada de rua sobrecarregada na escuridão, esperando com as pálpebras pesadas para o último ônibus da noite chegar. Felizmente, a espera não foi longa e logo o ônibus avançou até o ponto, diminuindo em seguida, parando, e abrindo as suas portas hidráulicas.
O motorista, um homem careca e irritado que parecia tão cansado quanto ela, resmungou para Ruby para pagar sua passagem, o que ela fez depois de vasculhar a bolsa através de alguns trocados, para grande irritação do motorista.
Em um trajeto totalmente violento, ela vagou pelo corredor, tomando um assento ao lado de uma janela na parte de trás. Como o motorista estava talvez um pouco aborrecido, dirigia rápido e com raiva. O ônibus balançava tanto que Ruby mal conseguia parar em seu assento.
O motor roncou, as vibrações subindo a estrutura do ônibus, sacudindo as janelas um pouco e fazendo com que a cadeira em que Ruby estava tremer. O veículo já tinha tido dias melhores, e estava chegando claramente ao fim de suas viagens, a sujeira nas janelas, e no chão uma congelada lembrança das incontáveis pessoas que se sentaram em cada um dos lugares, cansados e pensando apensar em chegar casa - ela perguntou a si mesma quanto tempo que tinha sido limpo pela última vez.
Cada vez que o ônibus virava era possível se ver as luzes fluorescentes que iluminavam aquela noite tão fria e escura. A noite estava tão fria quanto o normal, Ruby não se importou nenhum pouco, percebeu que o sono cada vez ia a dominando mais um pouco.
Mas para o motorista, o ônibus estava vazio - o melhor que poderia dizer como o banco superior permaneceu obscurecido. Como é bastante comum de passageiros cansados, deitou sua cabeça contra a janela de para o lado dela e pensou consigo mesma que seria bom para apenas descansar os olhos por um momento. Quando o ônibus virou outra esquina, a agitação aumentou. Os movimentos abalaram Ruby que dormia suavemente.
domingo, 8 de setembro de 2013
Instant Messenger
Em 2 de março de 2011, uma jovem chamada Suzanne estava sozinha usando seu laptop. Seus pais haviam saído para jantar, deixando Suzanne em casa sozinha 8 horas da noite. A adolescente era popular na escola e muito socialmente ativa, então ela passou cerca de duas horas conversando com os amigos no Facebook.
Pouco depois das 10 horas da noite, Suzanne logou na sua conta do Messenger. Seu nickname era "SuzieQ13". Imediatamente, ela recebeu uma solicitação de amizade de um usuário com o apelido "YoungLover69". Ela, extremamente curiosa, aceitou ele e os dois começaram uma conversa.
O estranho lhe disse que era conhecido de um de seus colegas de escola e perguntou se ela poderia enviar o link de seu Facebook. Sendo uma garota confiante e popular, Suzanne enviou na hora.
YoungLover69: Estou aqui olhando suas fotos.. você é tão linda!
SuzieQ13: Sério? Você acha?
YoungLover69: Acho.
YoungLover69: Você tem o cabelo tão bonito.
SuzieQ13: Obrigada.
YoungLover69: Você tem olhos bonitos também.
SuzieQ13: As pessoas bem que dizem que é a minha melhor característica.
YoungLover69: E você tem um nariz bonito.
SuzieQ13: Você é um doce.
YoungLover69: E você tem um belo pescoço.
SuzieQ13: Ok, beleza. Valeu.
YoungLover69: E você tem um corpo bonito.
SuzieQ13: Ok.
YoungLover69: E você tem um coração tão bonito.
SuzieQ13: Ok já deu.
YoungLover69: Eu aposto que todos os seus órgãos internos são lindos.
SuzieQ13: Agora você está começando a me assustar.
YoungLover69: Eu quero vê-los.
SuzieQ13: Para.
YoungLover69: Eu quero te cortar, te abrir e olhar dentro.
SuzieQ13: Tá, eu preciso sair tá bom, depois a gente se fala. Tchau.
YoungLover69: Eu quero passar meus dedos pelas suas entranhas.
SuzieQ13: Me deixa em paz.
YoungLover69: Eu quero remover seus órgãos delicadamente, um por um.
SuzieQ13: Se você não parar, eu vou chamar a polícia.
YoungLover69: E beijá-los com amor.
SuzieQ13: Tá, para!
YoungLover69: E acariciar seus intestinos.
SuzieQ13: Qual é o seu problema?
YoungLover69: E brincar com eles por horas.
SuzieQ13: Estou bloqueando você.
YoungLover69: Suzie.
YoungLover69: Suzie!
YoungLover69: Suzie!
YoungLover69: Suzie!
YoungLover69: Me responda!
SuzieQ13: O que você quer?
YoungLover69: Seu sangue em cima de mim.
SuzieQ13: Vá se foder seu escroto!
YoungLover69: Eu posso ver você, Suzie.
SuzieQ13: Sai fora!
YoungLover69: Eu posso ver você, Suzie.
SuzieQ13: Sim, certo.
YoungLover69: Eu estou vendo você agora.
SuzieQ13: Não, você não está.
YoungLover69: Sim, eu estou. Eu posso provar.
SuzieQ13: Para de ser otário.
YoungLover69: Eu continuo vendo você.
SuzieQ13: Se você pode me ver, então me diga onde estou.
YoungLover69: Na sua casa.
SuzieQ13: Isso é óbvio.
YoungLover69: Com seu laptop.
SuzieQ13: Mais uma vez..
YoungLover69: Sentada em seu sofá.
SuzieQ13: Grande coisa. Não é difícil de adivinhar.
YoungLover69: Pergunte-me onde estou, Suzie!
YoungLover69: Pergunte-me onde estou, Suzie!
SuzieQ13: MEU DEUS! Me deixa seu estranho!
YoungLover69: Suzie, se você me perguntar onde eu estou, eu vou parar de te encher.
SuzieQ13: Ok então. Se isso vai calar sua boca.
SuzieQ13: Onde você está?
YoungLover69: Em uma casa.
YoungLover69: Com um laptop.
YoungLover69: Escondido atrás do seu sofá.
Mais tarde naquela noite, os pais de Suzanne chegaram em casa e a encontraram estranhamente quieta. Ao abrir a porta da sala, eles se depararam com uma cena horrível. A sala estava coberta de sangue, e o cadáver de sua filha de 13 anos estava deitado no meio do chão. Ela havia sido cortada de cima a baixo e de seus órgãos internos estavam espalhados sobre ela.
A polícia encontrou uma faca ensanguentada e um laptop atrás do sofá. O laptop estava aberto e funcionando com o messenger. A polícia não conseguiu rastrear o laptop. Ela havia sido comprado um dia antes do assassinato e só havia sido usado uma vez, para acessar o Instant Messenger. Hoje, o assassinato de Suzanne continua sem solução e seu assassino ainda está à solta.
Pouco depois das 10 horas da noite, Suzanne logou na sua conta do Messenger. Seu nickname era "SuzieQ13". Imediatamente, ela recebeu uma solicitação de amizade de um usuário com o apelido "YoungLover69". Ela, extremamente curiosa, aceitou ele e os dois começaram uma conversa.
O estranho lhe disse que era conhecido de um de seus colegas de escola e perguntou se ela poderia enviar o link de seu Facebook. Sendo uma garota confiante e popular, Suzanne enviou na hora.
YoungLover69: Estou aqui olhando suas fotos.. você é tão linda!
SuzieQ13: Sério? Você acha?
YoungLover69: Acho.
YoungLover69: Você tem o cabelo tão bonito.
SuzieQ13: Obrigada.
YoungLover69: Você tem olhos bonitos também.
SuzieQ13: As pessoas bem que dizem que é a minha melhor característica.
YoungLover69: E você tem um nariz bonito.
SuzieQ13: Você é um doce.
YoungLover69: E você tem um belo pescoço.
SuzieQ13: Ok, beleza. Valeu.
YoungLover69: E você tem um corpo bonito.
SuzieQ13: Ok.
YoungLover69: E você tem um coração tão bonito.
SuzieQ13: Ok já deu.
YoungLover69: Eu aposto que todos os seus órgãos internos são lindos.
SuzieQ13: Agora você está começando a me assustar.
YoungLover69: Eu quero vê-los.
SuzieQ13: Para.
YoungLover69: Eu quero te cortar, te abrir e olhar dentro.
SuzieQ13: Tá, eu preciso sair tá bom, depois a gente se fala. Tchau.
YoungLover69: Eu quero passar meus dedos pelas suas entranhas.
SuzieQ13: Me deixa em paz.
YoungLover69: Eu quero remover seus órgãos delicadamente, um por um.
SuzieQ13: Se você não parar, eu vou chamar a polícia.
YoungLover69: E beijá-los com amor.
SuzieQ13: Tá, para!
YoungLover69: E acariciar seus intestinos.
SuzieQ13: Qual é o seu problema?
YoungLover69: E brincar com eles por horas.
SuzieQ13: Estou bloqueando você.
YoungLover69: Suzie.
YoungLover69: Suzie!
YoungLover69: Suzie!
YoungLover69: Suzie!
YoungLover69: Me responda!
SuzieQ13: O que você quer?
YoungLover69: Seu sangue em cima de mim.
SuzieQ13: Vá se foder seu escroto!
YoungLover69: Eu posso ver você, Suzie.
SuzieQ13: Sai fora!
YoungLover69: Eu posso ver você, Suzie.
SuzieQ13: Sim, certo.
YoungLover69: Eu estou vendo você agora.
SuzieQ13: Não, você não está.
YoungLover69: Sim, eu estou. Eu posso provar.
SuzieQ13: Para de ser otário.
YoungLover69: Eu continuo vendo você.
SuzieQ13: Se você pode me ver, então me diga onde estou.
YoungLover69: Na sua casa.
SuzieQ13: Isso é óbvio.
YoungLover69: Com seu laptop.
SuzieQ13: Mais uma vez..
YoungLover69: Sentada em seu sofá.
SuzieQ13: Grande coisa. Não é difícil de adivinhar.
YoungLover69: Pergunte-me onde estou, Suzie!
YoungLover69: Pergunte-me onde estou, Suzie!
SuzieQ13: MEU DEUS! Me deixa seu estranho!
YoungLover69: Suzie, se você me perguntar onde eu estou, eu vou parar de te encher.
SuzieQ13: Ok então. Se isso vai calar sua boca.
SuzieQ13: Onde você está?
YoungLover69: Em uma casa.
YoungLover69: Com um laptop.
YoungLover69: Escondido atrás do seu sofá.
Mais tarde naquela noite, os pais de Suzanne chegaram em casa e a encontraram estranhamente quieta. Ao abrir a porta da sala, eles se depararam com uma cena horrível. A sala estava coberta de sangue, e o cadáver de sua filha de 13 anos estava deitado no meio do chão. Ela havia sido cortada de cima a baixo e de seus órgãos internos estavam espalhados sobre ela.
A polícia encontrou uma faca ensanguentada e um laptop atrás do sofá. O laptop estava aberto e funcionando com o messenger. A polícia não conseguiu rastrear o laptop. Ela havia sido comprado um dia antes do assassinato e só havia sido usado uma vez, para acessar o Instant Messenger. Hoje, o assassinato de Suzanne continua sem solução e seu assassino ainda está à solta.
Annabelle
A MALDIÇÃO DA BONECA DO DIABO
museu de Warrens.
Em 1970, mãe de Donna lhe compra uma boneca. A boneca foi um presente para a filha em seu aniversário. Donna, na época, era uma estudante na faculdade, se formando em enfermagem e morava em um apartamento minúsculo com sua companheira de quarto Angie (enfermeira também). Satisfeita com a boneca, Donna colocou em sua cama como uma decoração sem pensar duas vezes... até certo dia. Donna e Angie notaram que tinha algo estranho e muito assustador sobre a boneca. A boneca aparentemente mudou de lugar, movimentos imperceptíveis à primeira vista, como uma mudança de posição, mas com o tempo a mudança tornou-se mais perceptível. Donna e Angie voltavam para casa e encontravam a boneca em um quarto totalmente diferente de onde a deixaram. Às vezes a boneca era encontrada no sofá com as pernas e braços cruzados. Outras vezes era encontrada de pé, encostada em uma cadeira na sala de jantar. Diversas vezes Donna colocava a boneca no sofá antes de ir trabalhar e quando retornava para casa, a boneca estava em seu quarto com a porta fechada.As Mensagens
Annabelle não apenas se movia, mas também escrevia. Depois de um mês de experiências, Donna e Angie começaram a encontrar mensagens escritas à lápis em um papel de pergaminho que diziam "Ajude-nos" e "Ajude Lou". A letra parecia de uma criança pequena. A parte mais assustadora sobre as mensagens não era o que estava escrito, mas sim a maneira como eram escritas. Na época Donna não tinha papel de pergaminho, no qual as notas foram escritas, de onde veio isso?
A Médium
Uma noite, Donna voltou para casa e viu que a boneca tinha mudado de lugar de novo, desta vez estava em sua cama. Donna chegou a achar que isso era típico da boneca, mas de alguma forma ela sabia que desta vez foi diferente, algo não estava certo. A sensação de medo tomou conta dela quando ela inspecionou a boneca e viu o que parecia ser gotas de sangue na parte de trás de suas mãos e seu peito. Do nada, uma substância vermelha surgiu na boneca. Assustadas e desesperadas, Donna e Angie decidiram que era hora de procurar aconselhamento especializado.
Sem ter o que fazer, elas contataram uma médium e a sessão foi realizada. Donna foi então apresentada ao espírito de Annabelle Higgins. A médium contou a história de Annabelle para Donna e Angie. Annabelle era uma jovem que residia no imóvel antes que os apartamentos fossem construídos, foram "momentos felizes". Ela era uma menina de apenas sete anos de idade, quando seu corpo sem vida foi encontrado no campo onde agora há apartamentos.
O espírito contou que sentiu conforto com Donna e Angie e que queria ficar com elas e ser amada. Sentindo compaixão por Annabelle e sua história, Donna deu permissão para que a boneca ficasse com elas. Elas descobriram em breve que Annabelle não era quem parecia ser.
Lou
Lou era amigo de Donna e Angie e tinha estado com elas desde o dia em que a boneca chegou. Lou nunca tinha sido apaixonado pela boneca e em várias ocasiões advertiu Donna que a boneca era do mau e para se livrar dela. Donna tinha compaixão com a boneca e sem dar muita credibilidade a Lou, ficou com ela. A decisão de Donna foi um erro terrível.
Lou acordou em uma noite de sono profundo em pânico. Mais uma vez ele teve um pesadelo. Só que desta vez algo parecia diferente. Era como se ele estivesse acordado, mas não conseguia se mover. Ele olhou ao redor da sala, mas não podia discernir alguma coisa fora do comum, e então aconteceu: olhando para baixo em direção a seus pés, viu a boneca, Annabelle. Ela começou a deslizar lentamente sobre sua perna, subiu sobre seu peito e então parou. Em poucos segundos a boneca estava estrangulando-o. Paralisado e ofegante, Lou, no ponto de asfixia, apagou. Lou acordou na manhã seguinte, certo de que não era um sonho, estava determinado a se livrar dessa boneca e o espírito que a possuía. Lou, no entanto, teria uma experiência mais aterrorizante com Annabelle.
Preparando-se para uma viagem no dia seguinte, Lou e Angie estavam lendo sobre mapas sozinhos em seu apartamento. O apartamento parecia estranhamente silencioso. De repente, sons vindo do quarto de Donna causaram o medo de que alguém possivelmente havia invadido o apartamento. Lou determinado a descobrir quem ou o que, discretamente fez o seu caminho até a porta do quarto. Ele esperou que os ruídos parassem antes de entrar e acender a luz. A sala estava vazia, exceto por Annabelle que estava jogada no chão, no canto.
Lou vasculhou a sala procurando alguma entrada forçada, mas nada estava fora do lugar. Mas como ele ficou perto da boneca ele teve a nítida impressão de que alguém estava atrás dele. Rapidamente percebeu que ninguém estava lá. Seu peito começou a sangrar, sua blusa estava manchada de sangue e ao abrir a camisa, descobriu sete marcas do que pareciam ser de garras. Três na vertical e quatro na horizontal, todas quentes como queimadura. Esses cortes se curaram rapidamente, metade foram no dia seguinte, e metade no outro dia.
Investigação Paranormal: Os Warren
Donna finalmente estava disposta a acreditar que o espírito na casa não era a de uma menina jovem, mas desumano e demoníaco. Depois das experiências de Lou, Donna sentiu que era hora de procurar aconselhamento especializado, contatando um padre chamado Padre Hegan. Padre Hegan sentiu que era uma questão espiritual e sentiu que precisava entrar em contato com uma autoridade maior na igreja, então ele contatou Padre Cooke que imediatamente contatou os Warren.
Ed e Lorraine Warren imediatamente tomaram interesse no caso e em contaram Donna sobre a boneca. Os Warren, depois de falar com Donna, Angie, e Lou chegaram à conclusão imediata de que a própria boneca não estava possuída, mas manipulada por uma presença desumana. Espíritos não possuem objetos inanimados, como casas ou brinquedos, eles possuem pessoas. Um espírito desumano pode juntar-se a um lugar ou objeto e isso é o que ocorreu no caso Annabelle. Este espírito manipulou a boneca e criou a ilusão de ela estar viva, a fim de obter o reconhecimento. Verdadeiramente, o espírito não estava querendo ficar ligado à boneca, ele estava querendo possuir um hospedeiro humano.
O espírito ou, neste caso, um espírito demoníaco desumano, estava na fase de infestação do fenômeno. Ele começou a mover a boneca ao redor do apartamento por meio de teletransporte para despertar a curiosidade dos ocupantes na esperança de que eles iriam dar-lhe reconhecimento. Logo previsivelmente o erro de trazer um médium para o apartamento para se comunicar com ele. O espírito desumano agora era capaz de se comunicar com o meio, caçava meninas vulneráveis emocionalmente, fingindo ser uma menina inofensiva. Durante a sessão, Donna permitiu que ele assombrasse o apartamento. Como o espírito demoníaco é negativo, ele começou a causar fenômenos claramente negativos, que despertou o medo através dos movimentos estranhos dessa boneca, que trouxe a materialização de notas manuscritas perturbadoras, as gotas simbólicas de sangue na boneca, e em última análise, até mesmo atacou Lou deixando para trás a marca simbólica da besta. A próxima etapa do fenômeno da infestação teria sido posse humano completo. Se essas experiências durassem mais 2 ou 3 semanas o espírito teria possuído alguém, se não prejudicasse ou matasse um ou todos os ocupantes da casa.
Na conclusão do inquérito, os Warren consideraram apropriado ter um exorcismo pelo Padre Cooke para limpar o apartamento. "Ao invés de expulsar especificamente entidades malignas da habitação, a ênfase é em vez voltada para encher a casa com o poder do positivo e de Deus. "(Ed Warren). A pedido de Donna, e como precaução contra os fenômenos de ocorrerem novamente, os Warren levaram a boneca de pano, juntamente com eles, quando eles foram embora.
A Conclusão
Padre Cooke embora desconfortável com seu papel de exorcista concordou em realizar o exorcismo. O casal de médiuns concordaram em levar a boneca de pano de volta para casa com eles. Ao sair, Ed colocou a boneca no banco de trás.
Então, em cada curva perigosa o carro desviava e parava, causando a falha da direção hidráulica e freios. O carro beirava a colisão. Ed foi para o banco de trás e tirou um frasco de água benta de sua mala, e encharcou a boneca fazendo o sinal da cruz sobre ela. Os distúrbios foram interrompidos imediatamente e os Warren chegaram em segurança para casa.
Quando os Warren chegaram em casa, Ed sentou a boneca em uma cadeira ao lado de sua mesa. A boneca levitava várias vezes no começo. Durante as semanas que se seguiram, porém, a boneca aparecia em diversos cômodos da casa. Quando os Warren estavam fora, trancavam a boneca no prédio externo, eles muitas vezes voltavam a encontrá-la sentado confortavelmente na poltrona. A boneca também mostrou um ódio pelos clérigos que vieram para a casa.
Em uma ocasião Padre Jason Bradford, um exorcista católico, veio para a casa. Ao ver a boneca sentada na cadeira, ele a pegou e disse: "Você é apenas uma boneca, Annabelle, você não pode machucar ninguém", e jogou a boneca para trás na cadeira e Ed exclamou: "Isso é algo que é melhor não dizer ". Ao sair uma hora mais tarde Lorraine pediu ao padre para dirigir cuidadosamente e que ligasse quando chegasse em casa. Lorraine previa uma tragédia para este jovem sacerdote, mas ele teve que seguir o seu caminho. Poucas horas depois, Padre Jason ligou para Lorraine e explicou que os freios haviam falhado quando ele entrou em um cruzamento. Ele estava envolvido em um acidente fatal que destruiu seu veículo. Este foi apenas um dos muitos eventos que ocorreram ao longo dos próximos anos.
Os Warren construiram um local especial para Annabelle dentro do Museu, onde reside até hoje. Desde que o caso foi concluído Annabelle já não parecia se mover, mas ela é considerada responsável pela morte de um jovem que veio para o museu de moto com sua namorada. O jovem depois de ouvir o relato de Ed da boneca, desafiadoramente foi para cima e começou a bater no vidro insistindo que, se a boneca pode colocar pessoas em risco, então ele queria também ser arriscado, Ed disse para o jovem, "Filho, você precisa ir embora "e o expulsou do prédio.
No caminho para casa, o jovem e sua namorada estavam rindo e tirando sarro da boneca quando perdeu o controle de sua moto e bateu em uma árvore, o jovem foi morto instantaneamente, mas a namorada dele sobreviveu e foi hospitalizada por mais de um ano. Quando perguntada o que aconteceu, a jovem explicou que eles estavam rindo sobre a boneca, quando perdeu o controle da motocicleta. Ed avisa para não desafiar o mal, que nenhum homem é mais poderoso do que Satanás.
Invocação do mal
O filme foi baseado na história do casal médium Ed e Lorraine Warren, que trabalharam com casos famosos incluindo Amityville. Abaixo a foto da boneca real e a boneca usada no filme:
Pra quem estiver interessado em assistir o filme clique aqui.
Fonte: MedoB
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